MONITOR 2018


O QUINTETO POST-PUNK DE LEEDS QUE TODOS QUEREM VER AO VIVO!

Quando em Agosto de 2015 o insuspeito jornal britânico The Guardian destacou nas suas páginas os AUTOBAHN, tecendo rasgados elogios ao post-punk do quinteto oriundo da cidade de Leeds, a FADE IN ficou, desde logo, de “olho neles”. Depois de ouvirmos o seu álbum de estreia, “Dissemble“, ficámos com a certeza absoluta de que os AUTOBAHN eram uma daquelas bandas que fariam todo o sentido numa das edições do festival ENTREMURALHAS. Mas o seu segundo álbum, “The Moral Crossing” (um monumento de post-punk sombrio, decadente, simultaneamente romântico e reivindicativo) editado em 2017, fez-nos o “click” e aguçou-nos a vontade de os trazer rapidamente ao nosso país. A FADE IN gostou tanto do disco que não quer esperar até Agosto para ver esta banda ao vivo. Assim, e num esforço adicional, a Associação de Acção Cultural antecipa a vinda dos AUTOBAHN a Portugal, em Maio, para abrilhantar a terceira edição do festival MONITOR. E desenganem-se os mais incautos: a sonoridade dos AUTOBAHN deve mais à herança “joydivisiana” e “bauhausesca” que aos Kraftwerk (como o nome do grupo pode induzir), mesmo que o quinteto use, aqui e ali, pequenas nuances electrónicas. Em súmula, esta é, indiscutivelmente, daquelas bandas que ninguém (mas mesmo ninguém!) quer perder ao vivo porque não há como não sentir amor à primeira audição!

 

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ELECTRO-PUNK MINIMALISTA TRAVESTIDO E DE TOADA PROVOCATÓRIA

PETRA FLURR é um dos “personagens” mais controversos e peculiares do underground do velho continente. A “persona” por ele/ela cultivada tanto pode ser um “queer” revolucionário como um punk “dos sete costados” ou não fosse a provocação uma das suas bandeiras. O electro-punk minimalista de PETRA FLURR, onde se sentem claras influências dos DAF, explora, maioritariamente, a tensão social de índole política e religiosa sem qualquer cuidado de contenção verbal Talvez seja por isso que PETRA FLURR seja considerado (ou considerada?) um “animal de palco” com performances que ficam na memória de todos os que as presenciam. Depois do aclamado álbum “Download Selbstmord” (em colaboração com o projecto colombiano Modernista, editado pela Fabrika Records – selo de bandas como Selofan, Lebanon Hanover ou She Past Away) PETRA FLURR junta-se agora ao mexicano 89st (lê-se “oichentaynueves”) para um novo capítulo da sua saga provocatória. O álbum sai este ano e parte dele será apresentado ao vivo em Leiria onde, certamente, também não faltarão “Terror-Ist”, “Tragisch”, “Biba Butzermann” ou “Nacht Und Tag”, alguns dos seus “clássicos”. PETRA FLURR & 89st garantirão, com toda a certeza, um fecho de MONITOR 2018 à altura das duas edições anteriores: com todos a dançar e a pular, claro!

 

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 A "SYNTH NOIR" ELEGANTE E SOFISTICADA DE DOIS MAGIARES CRIATIVOS A VIVER EM LONDRES

Os BLACK NAIL CABARET formaram-se na Hungria em 2008 por Emese Arvai-Illes (voz) e por Sophie Tarr (teclas). Com a saída de Tarr, em 2016, para se dedicar ao seu próprio projecto, entrou Krisztian Arvai, que até então era o produtor dos discos da banda, actualmente, radicada em Londres. A música dos BLACK NAIL CABARET é fortemente inspirada em nomes como Depeche Mode, Ultravox, Soft Cell ou Eurythmics. A voz de Emese Arvai-Illes é um híbrido de Annie-Lennox, Martin Gore e Alison Moyet, segura, limpa, quente. Aliás, não foi por acaso que o mestre Daniel Myer (Haujobb, Covenant, etc) a convidou a dar voz ao seu projecto Architect. O último e sexto trabalho dos BLACK NAIL CABARET é o imprescindível álbum “Dichromat” que chegou ao mercado com selo da Basic Unit Productions, precisamente, a editora de Myer. A dupla magiar estreia-se agora em Portugal depois de já ter aberto concertos para Covenant, De/Vision ou Camouflage. A pop-electrónica sombria da banda, que eles próprios denominam de “synth noir”, será apresentada ao vivo no MONITOR 2018 com elegância, estilo e, paradoxalmente, com (muito) brilho!

 

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A SYNTHWAVE DE HANTE. MOSTRA O QUÃO MATURA ESTÁ A MESTRIA DA EX-PHOSPHOR E MINUIT MACHINE, HÉLÈNE DE THOURY

A francesa Hélène de Thoury é uma das figuras mais profícuas e activas do underground europeu, sobretudo no que diz respeito ao circuito synthwave em que é, indiscutivelmente, um dos motores da cena. A prová-lo, para além de inúmeras outras coisas (nem, vale a pena referir, por exemplo, o seu passado, com forte impressão digital, nos projectos Phosphor e Minuit Machine), estão o trabalho como produtora (o EP “Dust & Disorder” de Fragrance – outro dos projectos em cartaz na terceira edição do festival MONITOR – é um dos exemplos) e como editora, pois é dela a Synth Religion, a etiqueta discográfica que tem colocado no mercado trabalhos de Box And The Twins, Ash Code ou Dark Door – estas duas últimas bandas já com o nome inscrito no festival Entremuralhas, outro dos eventos com assinatura da FADE IN. Em HANTE. (assim mesmo, com um “.”) Hélène mostra-nos o seu lado mais confessional e intimista sem, contudo, deixar de lado as roupagens electrónicas que caracterizam as suas canções, repletas de texturas melódicas e de sintetizadores, onde uma voz meio “fantasmagórica” se revela com tipologias de suaves nuances.

 

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POP RETROFUTURISTA COM DOSES EQUITATIVAS DE COLDWAVE, NEW WAVE E POST-PUNK

Os franceses L’AN2000 dividem-se entre Nantes, Paris e Les Sables d’Olonne. O trio, constituído por Wandy Giraud (voz, guitarras e teclas), Benoît Aubert (bateria) e por Tom Foucaud (baixo e teclas) assume o “futuro” como a sua maior influência mas não deixa de ser paradoxal que haja aqui um (também assumido) conceito “retro” na base de construção das sua canções. E estas, todas de fino recorte, empolgantes e de uma plasticidade sonora cativante, embora tendo um “pedigree” pop, são revestidas por ambientes “frios” mas dançantes, onde se destacam, naturalmente, as linhas de baixo vincadas, as melodias dos sintetizadores e a vozes, claramente “devedoras” do legado “sombrio” da coldwave gaulesa. De resto, temas como “Strangers”, “La Route”, “Post Vitam”, “Nonsense” ou “Je Te Fuis” farão, certamente, furor na sua estreia ao vivo em Portugal e mostrarão o porquê da FADE IN os querer no cartaz da terceira edição do festival MONITOR.

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PROVAVELMENTE A RESPOSTA EUROPEIA MAIS APROXIMADA À SYNTHPOP DESARMANTE DOS CANADIANOS TR/ST

FRAGRANCE é um projecto de Matthieu Roche com base em Paris. A sua música, feita de um aveludado synthpop onde uma voz nos parece beijar enquanto (bonitas) melodias nos parecem levantar do chão, tem um universo com poder de rendição. A toada de embalo reconfortante, mesmo nos temas mais dançáveis (que são, curiosamente, a maioria deles), é sobretudo conferida pela escolha de sons suaves mas incisivos dos sintetizadores e pelo timbre vocal de Matthieu que nos remete, mesmo que inconscientemente, para a sonoridade dos canadianos Tr/st (ouça-se, por exemplo, os temas “Care For The Proof” ou “Collapse”) e mesmo para a dos Pet Shot Boys. O seu EP de estreia, “Dust & Disorders”, produzido por Hélène de Thoury (Hante.), foi suficiente para conquistar a FADE IN. O novo trabalho sai no início de 2018 e o single de avanço, “Heatwave”, já nos mostrou que Matthieu Roche continua inspirado.

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MONITOR 2018

III Minimal Wave & Post-Punk International Rendez-Vous

AUTOBAHN (uk) + L’AN2000 (fr) + PETRA FLURR & 89st (d/mx) + BLACK NAIL CABARET (h/uk) + HANTE. (fr) + FRAGRANCE (fr)

SÁBADO, 26 MAIO – LEIRIA (LOCAL EXACTO A SER REVELADO A SEU TEMPO)

Bilhete: € 30,00 (preço único)

Venda antecipada de bilhetes: ALQUIMIA (Rua Gago Coutinho, 22-24, Leiria)

Poderá reservar bilhetes através de transferência bancária. Solicite IBAN preenchendo o formulário em baixo

A abertura de portas será às 17h30.
Os primeiros 3 concertos (1º – Fragrance; 2º – Hante.; 3º – Black Nail Cabaret) realizam-se entre as 18h00 e as 21h00.
Depois há intervalo para o jantar.
Os restantes 3 concertos (4º – L’an2000; 5º – Autobahn; 6º – Petra Flurr & 89st) serão a partir das 23h00.

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