ENTREMURALHAS 2017

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26 AGOSTO:

FRONT LINE ASSEMBLY – 01h30 – palco corpo
ATARI TEENAGE RIOT – 00h00 – palco corpo
NICOLE SABOUNÉ – 22h30 – palco alma
PAULO BRAGANÇA – 21h00 – palco alma
SELOFAN – 19h00 – igreja da pena
ÀRNICA – 18h00 – igreja da pena

25 AGOSTO:

PERTURBATOR – 01h30 – palco corpo
VOX LOW – 00h00 – palco corpo
IN THE NURSERY – 22h30 – palco alma
BÄRLIN – 21h00 – palco alma
DEAR DEER – 19h00 – igreja da pena
SIMONE SALVATORI – 18h00 – igreja da pena

24 AGOSTO:

POP DELL’ARTE – 00h00 – palco corpo
POSITION PARALLÈLE – 23h00 – palco corpo
BESTIAL MOUTHS – 22h00 – palco corpo
RAMOS DUAL – 21h00 – palco corpo

MURALHARTES:

JOÃO POMBEIRO – 25 e 26 de agosto – palácio (paços novos)
MARIA JOÃO FAUSTINO – 25 e 26 de agosto – palácio (paços novos)
SIMÃO MATOS – 25 e 26 de agosto – palácio (paços novos)
BATJOY – 25 e 26 de agosto – palácio (paços novos)

26 AGOSTO

FRONT LINE ASSEMBLY - 26 AGOSTO - 01h30 - PALCO CORPO - ESTREIA EM PORTUGAL

31 ANOS DEPOIS DE SE FORMAREM EIS, FINALMENTE, A ESTREIA EM PORTUGAL DE UMA BANDA QUE SEMPRE ANDOU MUITO À FRENTE DO SEU TEMPO.

Os canadianos FRONT LINE ASSEMBLY são uma das maiores e mais influentes bandas electro-industrial de todos os tempos e é, por isso, com redobrado regozijo que a FADE IN os traz pela primeira vez ao nosso país, dando-lhes, claro, o Palco Corpo para terem as honras de encerramento do ENTREMURALHAS 2017. Formados em 1986 pelo ex-Skinny Puppy, Bill Leeb (também mentor de Delerium e de Noise Unit) e por Rhys Fulber (mentor de Conjure One, Delerium, e músico dos Fear Factory), os FRONT LINE ASSEMBLY cedo revelaram uma extraordinária apetência para criar arquétipos de uma estética musical em que, manifestamente, ditaram regras. Os seus quase 30 álbuns editados até à data foram (e são!) verdadeiros compêndios de como a música electrónica de reminiscências industriais poderia evoluir e transformar-se. Álbuns como Caustic Grip (1990), Millenium (1994), Hard Wired (1995), Flavour Of The Week (1997), Implode (1999) ou Epitaph (2001) delinearam tendências e foram responsáveis pelo aparecimento de centenas de bandas em todo o mundo que assumindo influências suas acabaram por, praticamente, replicá-los, repetindo até à exaustão, as novas fórmulas e métodos que a banda de Vancouver ia criando em cada etapa da sua existência. Mas os FRONT LINE ASSEMBLY, ao contrário de muitos dos seus discípulos que ficaram reféns de uma certa ditadura estética da qual nunca conseguiram sair, sempre foram um organismo vivo de experimentação tecnológica e por isso sempre desbravaram novos caminhos. Ouça-se por exemplo, o irrepreensível álbum de 2013 (Echogenetic) para se perceber como é que uma banda com uma longevidade tão grande consegue ainda manter-se à frente do nosso tempo. Paradoxalmente, e não obstante os anos que separam os primeiros dos mais recentes discos, há um elemento que ainda os une e que, indubitavelmente, confere identidade aos FRONT LINE ASSEMBLY: a voz (processada/distorcida electronicamente, raramente límpida). Ao vivo a banda transforma-se num quarteto de potência “avassaladora” e de atitude “rock” que a todos contagia e faz render. Mais uma vez se fará história no Castelo de Leiria!

RIYL: Skinny Puppy, KMFDM, Front 242, Leather Strip, Nitzer Ebb, Fear Factory, Cabaret Voltaire
TAGS: industrial, electro-industrial, dystopian, harsh, crossover, complex, techno(logical)

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ATARI TEENAGE RIOT - 26 AGOSTO - 00h00 - PALCO CORPO

A MÚSICA ABRASIVA DE PROTESTO EM FORMA DE TUMULTO DIGITAL DE UMA BANDA QUE NASCEU PARA GERAR CAOS

Formados em 1992, na Alemanha, os ATARI TEENAGE RIOT desde cedo se destacaram pelas suas marcantes prestações ao vivo. Até meados dos anos 90 nunca uma banda sem guitarras tinha conseguido gerar tão avassaladores concertos que acabavam, quase sempre, com tumultos e intervenção policial. O grupo cujo núcleo duro é Alec Empire e Nic Endo (ambos também com personalizadas carreiras em nome próprio) ostenta uma espinha dorsal fortemente politizada (com enfoque particular numa mensagem incisiva de combate à extrema-direita) e é percursor do chamado digital-hardcore, um estilo de música que mistura noise, ritmos electrónicos ultra-rápidos, samples de riffs de guitarra, elementos techno e vocalizações tipicamente punk. O “Riot Sound” (som da revolta, como Alec Empire lhe gosta de chamar) fez escola ao longo dos anos e muitas foram as bandas que se formaram e assumiram os ATARI TEENAGE RIOT como principal influência: ECO8OR, Delta 9, Cobra Killer, Chicks On Speed, Ultraviolence, The Berzerker, Le Tigre ou Kap Bambino (que tão boas memórias nos deixaram a quando da sua inesquecível e brutal actuação no ENTREMURALHAS 2013). A FADE IN tinha os ATARI TEENAGE RIOT sob mira para uma das próximas edições do festival ENTREMURALHAS mas o cancelamento do concerto dos Tuxedoomon (devido à inesperada e triste morte do seu baixista Peter Principle) fez antecipar a vinda deste também histórico colectivo ao Castelo de Leiria. A trepidação decibélica fazer-se-á sentir quando nas velhas muralhas reverberarem os ecos de temas tão icónicos como “Speed”, “Revolution Action”, “Collapse Of History”, “Too Dead For Me” ou “Blood In My Eyes”. E, paradoxo dos paradoxos, 25 anos depois de se formarem, a mensagem principal dos ATARI TEENAGE RIOT continua a fazer sentido. Estranho mundo este em que vivemos…

RIYL: Kap Bambino, Ultraviolence, Slayer, Public Enemy, Sex Pistols, Masonna, Prodigy, Ministry, Merzbow
TAGS: digital hardcore, punk, cyberpunk, metal, techno, experimental, industrial, drum’n’bass, noise, breakcore

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EM2017_14_NICOLESABOUNE

NICOLE SABOUNÉ - 26 AGOSTO - 22h30 - PALCO ALMA - ESTREIA EM PORTUGAL

NICOLE SABOUNÉ CONQUISTOU, COM A EXCELÊNCIA DE “MIMAN”, UM LUGAR ONDE SÓ AS DEUSAS TÊM LUGAR CATIVO.

A FADE IN descobriu a sueca NICOLE SABOUNÉ no tema “Last Rites” dos seus conterrâneos Agent Side Grinder (que se viriam a estrear em Portugal no ENTREMURALHAS 2015). Foi paixão à primeira audição e quando dissecámos os dois álbuns editados até agora ficámos com o desejo imediato de trazê-la, o quanto antes, ao Castelo de Leiria. A sueca de ascendência libanesa, que se apresenta ao vivo em formato quinteto, onde se inclui, por exemplo, Niklas Stenemo (vocalista dos Kite que tão brilhante concerto deram no ENTREMURALHAS 2016), tem na sua voz a grande magia, num timbre camaleónico, que tanto pode soar a Siouxsie Sioux, Lene Lovich, PJ Harvey, Lisa Gerrard ou Chelsea Wolfe. A música pop de reminiscências new-wave e post-punk do primeiro disco (“Must Exit” de 2014) transformou-se, no segundo (“Miman” de 2015 – entretanto reeditado em 2017 para o resto do mundo através da Century Media), num universo prodigioso, quase sagrado, que tem feito as delícias de quem procura algo contemporâneo e fresco na música de toada “pós-gótica”, e que tem colocado NICOLE SABOUNÉ no caminho da eternidade, onde só as deusas têm lugar cativo…

RIYL: Chelsea Wolfe, Savages, Darkher, Cocteau Twins, Siouxsie And The Banshees, Dead Can Dance, Mazzy Star
TAGS: new-wave, post-punk, post-goth, darkwave, ethereal pop, magical, gloomy, dream pop

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PAULO BRAGANÇA - 26 AGOSTO - 21h00 - PALCO ALMA

MAIS PERTO DO CÉU É SEMPRE ONDE NOS PÕE A VOZ DIVINA DE PAULO BRAGANÇA.

Quando apareceu no hermético e conservador circuito do fado, no início dos anos 90, PAULO BRAGANÇA transformou-se, para muitos, numa endeusada figura, quer pelo arrojo estético com que se apresentava ao vivo (com indumentárias pouco habituais nos fadistas de então) quer pela sua voz de timbre andrógino, que a todos maravilhou. Percebia-se que havia um conceito quase filosófico na forma como PAULO BRAGANÇA delineava o seu percurso. Não foi por isso estranho que, pouco depois, David Byrne, o vocalista e mentor dos Talking Heads, o recrutasse para figurar na sua editora, a nova-iorquina Luaka Bop, selo vocacionado para a vertente mais avantgarde da World Music. E o arrojo de PAULO BRAGANÇA parecia não ter fim. Um versão de “Sorrow’s Child” de Nick Cave And The Bad Seeds, foi a “provocação” que preparou a seguir. A excentricidade do portador da voz que nos põe sempre mais perto do céu era quase sempre referida pelos críticos mais ortodoxos que lhe reconheciam uma alma e um timbre únicos, mas que depois estranhavam, por exemplo, o facto do cantor se apresentar em palco descalço. PAULO BRAGANÇA, inteligente, teve sempre respostas convincentes. A esta questão respondia: “O facto de eu cantar descalço é um símbolo de despojamento. O palco para mim é sagrado e eu não o quero pisar calçado para não o conspurcar”. Depois de 4 álbuns editados, PAULO BRAGANÇA fez uma espécie de retiro na Irlanda onde viveu vários anos e onde ainda passa grande parte do seu tempo. Mas 2017 também é o ano que vê o regresso desta mítica voz aos palcos nacionais. Para a FADE IN, mais do que uma honra receber PAULO BRAGANÇA no Palco Alma do ENTREMURALHAS (que melhor palco poderia ser?), é a concretização de (mais) um sonho que se torna realidade.

RIYL: Paulo Bragança, Dead Can Dance, Ricardo Ribeiro, Aldina Duarte, Novembro
TAGS: fado, world music, ritual, sacred, ethereal, divine, celestial.

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SELOFAN - 26 AGOSTO - 19h00 - IGREJA DA PENA

OS VÁRIOS AMBIENTES MINIMALISTAS E GÉLIDOS DE UMA BANDA QUE SE SUPERA A CADA DISCO!

Dimitris Pavlidis e Joanna Badtrip formaram os SELOFAN em 2011 na cidade de Atenas onde também gerem a Fabrika Records – uma editora que muito tem contribuído para a revitalização da cena underground europeia – responsável pela edição de discos de bandas como Lebanon Hanover, Die Selektion ou She Past Away (todas se estrearam no nosso país em diferentes edições do ENTREMURALHAS). Como seria de esperar, a vinda dos SELOFAN ao Castelo de Leiria era expectável e aconteceria mais tarde ou mais cedo. Com três álbuns editados até à data, os SELOFAN são detentores de uma forte presença ao vivo, como ficou confirmado na sua estreia no nosso país quando em novembro de 2014 “A Comissão” os levou a subir ao palco da Caixa Económica Operária. Os SELOFAN apresentam-nos uma sonoridade electrónica, minimalista, gélida, como se em cada canção pretendessem homenagear o movimento seminal das canções maquinais que no início dos anos 80 transformaram alguma da new-wave em darkwave. Temas como “The Wheels Of Love”, “Should We Dance?”, “Love Is A Mental Suicide”, “A Whimper”, “Snakes” ou “In The Darkness” (o actual hit das pistas de dança mais arrojadas e esclarecidas do país) vão fazer as delícias dos revivalista do retro-futurismo e transformar a Igreja da Pena (já sobejamente habituada a estas epifanias) no local certo para essa celebração..

RIYL: Lebanon Hanover, Visage, The Cure, Xmal Deutschland
TAGS: darkwave, minimal wave, electro, synthwave

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ÀRNICA - 26 AGOSTO - 18h00 - IGREJA DA PENA

FOLK IBÉRICO, RITUALISTA, CÉNICO, PODEROSO, QUE NÃO DEIXA NINGUÉM INDIFERENTE

É tremendo o impacto e a força que a música dos catalães ÀRNICA exerce em cada um dos que com eles se cruzam. E ainda mais com os que têm a sorte de os presenciar ao vivo! Quis o destino que fosse à oitava edição do festival ENTREMURALHAS que as ruínas da Igreja da Pena, no Castelo de Leiria, fossem palco, finalmente, para que os ÀRNICA pudessem levar a cabo, num local tão antigo como aquele, o seu ritual sonoro de reminiscências tribalistas. Uma epopeia de evocações aos espíritos dos bosques, à pastorícia ibérica e às lendas licantrópicas, mas também um manifesto lúcido de apelo à protecção do lobo na nossa península, do perpetuar de tradições puristas, ancestrais, pagãs, quase xamânicas do folclore primordial dos Pirenéus. É esse apelo ao seminal, tão desprovido de artificialidade, que impressiona nos ÀRNICA. A sua música é feita de suor, de carne em ferida, de vozes em sangue. A sua música é feita de verdade, de paixão, de crença. Abram alas à genuinidade, ao rufar dos tambores, às gaitas celtas, galegas, catalãs, e aos atributos sonoros de uns quantos estranhos artefactos que pelo palco vão desfilando. Celebremos, pois, a Península Ibérica! Já que não pode ser no seu estado virginal que seja, então, numa versão romantizada…

RIYL: Svarrogh, Sangre Cavallum, Andrew King, Sturmpercht, Urze de Lume
TAGS: iberian folk, tribalism, ritual, haunting, powerful

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25 AGOSTO

PERTURBATOR - 25 AGOSTO - 01h30 - PALCO CORPO - ESTREIA EM PORTUGAL

“METADE HUMANO, METADE SINTETIZADOR” – É ASSIM QUE DEFINEM UM DOS MAIS FAMOSOS PROJECTOS DE SYNTHWAVE/RETROWAVE DO MUNDO

PERTURBATOR é James Kent, um prodigioso músico e compositor sedeado em Paris, filho de dois jornalistas especializados em crítica rock – o britânico Nick Kent (NME, The Face, Sunday Times, Spin, Vox, Les Inrockuptibles) e a francesa Laurance Romance (M6, Libération) que, em jovens, tiveram uma banda techno/trance. Esse facto foi determinante para que James fosse alimentando uma paixão quase assolapada pelos sintetizadores. As outras paixões do músico são os anos 80 e toda a sua iconografia cinemática (com John Carpenter à cabeça), a cultura cyberpunk (e filmes como “Akira”, “Ghost In The Shell” e “The Running Man”) e também as atmosferas “trágicas” e “sinistras” que se reflectem nas capas dos seus discos e nas linhas melódicas de grande parte das suas composições, ao que não deverá ser alheio o facto de James ter sido guitarrista de algumas bandas de black-metal, género do qual é também fã confesso. O “boom” de PERTURBATOR deu-se a partir de 2012 quando vários dos seus temas integraram o jogo de computador “Hotline Miami”. Desde então tem sido imparável, tornando-se numa das referências maiores do synthwave a nível mundial. Os seus discos são editados em vários formatos limitados e tornam-se rapidamente em peças cobiçadas pelos mais fervorosos coleccionadores. Os seus espectáculos ao vivo, com um jogo de luz soberbo e som potente e cristalino, têm frequentemente lotações esgotadas. E é isso que se espera que venha a acontecer quando no dia 25 de Agosto subir ao Palco Corpo para encerrar o segundo dos três dias do ENTREMURALHAS 2017!

RIYL: Carpenter Brut, Gost, Magic Sword, Dan Terminus, Kavinsky, Vitalic
TAGS: synthwave, retrowave, 80’s dark synth music, vangelis, john carpenter, spooky, sci-fi horror movies, retro-futuristic

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VOX LOW - 25 AGOSTO - 00h00 - PALCO CORPO - ESTREIA EM PORTUGAL

UMA FUSÃO PERFEITA ENTRE KRAUTROCK E MÚSICA ELECTRÓNICA DE TOADA SOMBRIA MAS DANÇÁVEL

Os VOX LOW têm sido um dos “segredos” mais bem guardados da nova música electrónica europeia, mas o festival ENTREMURALHAS encarregar-se-à de os consagrar em território nacional. O duo parisiense (que em palco se vai transformar num quarteto), formado por Benoit Raymond e Jean Christophe Coudrec, tem uma sonoridade híbrida de música electrónica e krautrock onde podemos sentir o minimalismo de uns Suicide ou o psicadelismo electro de uns Zombie Zombie. A voz sorumbática e grave, que nos lembra Sammy Birnbach (Minimal Compact) ou Blaine L. Raininger (Tuxedomoon) é, indiscutivelmente, a “cereja no topo bolo”. Os VOX LOW dizem-se influenciados por Bauhaus, Joy Division, The Cure, Can, Neu ou Klaus Schultze e já dividiram palcos com Fujiya & Miyagi, Automat, Camera, Clinic ou King Gizzard & The Lizard Wizard. Em Setembro de 2015 foram a grande atracção/revelação do festival Covenanza 2015 – um evento com organização e curadoria do mítico produtor e dj Andy Weatherall. A interpretação ao vivo de temas como “The Hunt”, “Something Is Wrong”, “Baby Brown” ou “Some Words Of Faith” vão mostrar, certamente, que os VOX LOW são mais uma prova de que a FADE IN continua a ousar surpreender e, ao mesmo tempo, a ser bem sucedida nesse objectivo.

RIYL: Suicide, Ascii.Disko, Föllakzoid, Zombie Zombie, Colder
TAGS: electronic, psychedelic old wave, krautrock, minimal, dark

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IN THE NURSERY - 25 AGOSTO - 22h30 - PALCO ALMA

A MÚSICA NEOCLÁSSICA DE REMINISCÊNCIAS POST-PUNK COMO UM ORGANISMO VIVO E URBANO!


Formados em Sheffield em 1981, os IN THE NURSERY voltam a Leiria dez anos depois de terem brilhado no concerto exclusivo (e esgotadíssimo) que deram no FADEINFESTIVAL 2007. Desta vez a banda regressa a Portugal, de novo através da FADE IN, para se apresentar no Palco Alma do ENTREMURALHAS 2017. Não haveria, pois, local mais perfeito para acolher a influente banda no nosso país! Os 28 álbuns (vinte e oito!!!) editados até à data pelos IN THE NURSERY revelam a extraordinária regularidade com que o mítico grupo liderado pelos gémeos Klive e Nigel Humberstone tem pautado a sua brilhante e personalizada carreira. Para isso muito têm contribuido, entre outras, as vozes elegantes, quentes e sensuais de Marguerite Dolores C. e da habitual colaboradora dos Massive Attack, Sarah Jay Hawley… A música dos IN THE NURSERY é neoclássica, mas a sua reminiscência é, sem dúvida post-punk. O resultado é uma soberba sonoridade urbana, sublime, grandiosa, evocativa, intemporal e cinemática. Não é por isso de estranhar que os seus préstimos tenham sido requisitados para a composição de bandas sonoras de filmes como “Entrevista Com Um Vampiro”, “O Aviador” ou “The Rainmaker”, e ainda para musicar grandes clássicos do cinema mudo como “Das Cabinet Of Dr. Caligari”, “The Man With A Movie Camera” ou “Electric Edwardians”… O ornamento de arranjos clássicos de vários intrumentos orgânicos, a percussão orquestral real, e a voz (ora feminina, ora masculina), são as mais-valias das cotadíssimas prestações ao vivo dos IN THE NURSERY, cujo legado se pode conferir em obras primas como são os álbuns “Stormhorse” (1987), “Koda” (1988), “L’esprit” (1990), “Sense” (1991), “Duality” (1992), “Anatomy of a Poet” (1994), “Lingua” (1998), “Engel” (2001), “Era” (2007) ou “Blind Sound” (2011). Leiria voltará a recebê-los com o orgulho de mais uma data única em Portugal não enjeitando, certamente, a oportunidade de os voltar a ovacionar de forma entusiástica e sentida. Absolutamente imperdível!

RIYL: In the Nursery, Dead Can Dance, Love Is Colder Than Death, Test Dept, Joy Division
TAGS: neo-classical, martial, industrial, cinematic, post-punk, epic, mystic, darkwave

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BÄRLIN - 25 AGOSTO - 21h00 - PALCO ALMA - ESTREIA EM PORTUGAL

MÚSICA NOCTURNA, POVOADA DE TORMENTAS E FANTASMAS, MAS EXTRAORDINARIAMENTE REDENTORA…

“Uma mestiçagem demoníaca entre um voodoo encantatório e um post-rock terreno” – foi assim que a webzine Xsilence definiu o universo dos gauleses BÄRLIN. A frase, no entanto, teria ainda mais brilhantismo se aludisse o facto da banda ter também uma forte componente jazzística, sobretudo pela inclusão fantástica de um clarinete que tinge de alguma cor os quadros, quase sempre sorumbáticos, que os BÄRLIN vão pintando com a sua música. A tudo isto, e como se fosse insuficiente tão aprumado arrojo, junte-se duas voz – situadas algures entre os timbres de Wild Beasts e de Antony “Anohni” Hegarty – que nos fazem apaixonar (ainda mais) por este trio composto por Clément Barbier, Laurent Macaigne, Simon Thomy. Se Wim Wenders fizesse uma sequela de “Asas do Desejo” para voltar a retratar a cidade de Berlin a preto e branco os BÄRLIN estariam aptos a facultar-lhe a banda sonora perfeita. É, pois, como muito gosto, que os receberemos no ENTREMURALHAS.

RIYL: Tuxedomoon, Morphine, Tom Waits, And Also The Trees, Nick Cave
TAGS: low-rock, jazzistic, arty, nocturnal, black and white

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DEAR DEER - 25 AGOSTO - 19h00 - IGREJA DA PENA - ESTREIA EM PORTUGAL

UMA DAS BANDAS MAIS EXCITANTES E EMERGENTES NA CENA POST-PUNK INDUSTRIAL DA ACTUALIDADE!

Papoi Sdioh e Cheshire Cat formaram os DEAR DEER em 2015 e em menos de dois anos garantiram o passaporte para o criterioso e selectivo festival ENTREMURALHAS. O duo, oriundo da cidade francesa de Lille, faz uma bombástica mistura sonora onde se deslindam elementos da música industrial, do noise, do post-punk e da no-wave nova-iorquina. Um baixo pulsante, uma guitarra abrasiva e duas vozes que se digladiam furiosamente, ora juntas ora à vez, completam o universo dos DEAR DEER (atenção, não confundir com os Dear Deër) cuja estética e energia já os levou a fazer primeiras partes de bandas como os The KVB ou os míticos Guerre Froide e Savage Republic. Os DEAR DEER são, provavelmente, e em termos sonoros, a banda que mais se aproxima do legado estético dos lendários Sleeping Dogs Wake da era de “Understanding” e “Threnody”. E isto, meus senhores, é um rasgado e sentido elogio que lhes queremos fazer!

RIYL: Sleeping Dogs Wake, Bestial Mouths, Savages
TAGS: post-punk, no-wave, noise, industrial

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SIMONE SALVATORI - 25 AGOSTO - 18h00 - IGREJA DA PENA

A FOLK MAFIOSA E REQUINTADA NUMA PRESTAÇÃO A SOLO DO INCONTORNÁVEL MENTOR DE SPIRITUAL FRONT

Depois da inusitada e inesperada lesão corporal que levou Tony Wakeford, de forma sentida, a cancelar a vinda do seu projecto Twa Corbies ao ENTREMURALHAS 2017 apenas a uma semana do evento, impunha-se à FADE IN não só uma acção rápida como qualitativa. A escolha para a substituição de um ícone só poderia recair noutro. Num ápice, o dasafio foi lançado a SIMONE SALVATORI para voltar ao Castelo de Leiria mas, desta vez, para revistar as canções dos Spiritual Front, (que tão brilhante concerto lá deram em 2013) de uma forma mais despida e intimista. E num festival como este, que exige a nata das natas e bandas de incomum cartel, é sempre um privilégio um convite nosso obter tão rápido e positivo feedback. SIMONE “Hellvis” SALVATORI , de quem se diz ser o único no mundo a fazer música pop niilista e suicida transvestida de folk mafiosa, vai, com toda a certeza, e apenas munido de uma guitarra à tira-colo, encher o palco da Igreja da Pena e levar àquele local sagrado o mais puro e fecundo dos pecados.

RIYL: Spiritual Front, Rome, Har Belex, Death In June
TAGS: mafia-folk, suicide-pop, spaghetti western

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24 AGOSTO

POP DELL'ARTE - 24 AGOSTO - 00h00 - PALCO CORPO

32 ANOS DE GENIALIDADE REVISITADOS NUM CONCERTO DE ANTOLOGIA ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL

É com um enorme prazer que a FADE IN leva ao Castelo de Leiria um dos maiores nomes de culto nacionais. Os míticos POP DELL’ARTE apresentar-se-ão ao vivo para fechar o primeiro dos três dias do ENTREMURALHAS 2017. Formados em 1985 os POP DELL’ARTE mostraram, desde cedo, que a sua música tinha uma linguagem feita de várias linguagens. “Free Pop”, o álbum de estreia editado em 1987 foi uma autêntica pedrada no charco, em grande parte incompreendido à época (sobretudo pelos mais conservadores estéticos) mas elevado a obra prima, anos mais tarde, observado à distância e comparado com a vigência musical de então. Temas como “Berlioz”, “Rio Line”, “Loane & Lyane Noah”, “Turin Welisa Strada”, “Bladin” ou “Juramento Sem Bandeira (este com Adolfo Luxúria Canibal)” eram tão admiráveis quanto provocatórios e grangeram, desde logo, uma horda de fãs fieis que, ávidos de novas derivas e diatribes musicais, encontraram na banda um porto seguro até aos dias de hoje. “Contra Mundum”, o álbum mais recente, é outra obra de grande categoria que voltou a “passar ao lado” dos mais incautos, mas não dos mais atentos. Os POP DELL’ARTE nunca se poderiam dissociar do talento e da inteligência do seu vocalista e fundador João Peste (o outro membro original é José Pedro Moura). Peste, é uma figura histórica e iconográfica do circuito alternativo português sendo, igualmente, um dos responsáveis pela visibilidade seminal desse mesmo circuito, sobretudo quando em 1986 fundou a editora Ama Romanta (etiqueta por onde passaram nomes incontornáveis como Mão Morta, Telectu, Anamar, Mler Ife Dada, Santa Maria Gasolina Em Teu Ventre, Pascal Comelade, Sei Miguel, Nuno Canavarro ou Essa Entente, para além, claro, dos próprios POP DELL’ARTE…). João Peste sempre assumiu que os seus projectos musicais eram uma espécie de prolongamento da sua personalidade (inventiva, artisticamente disruptiva e experimentalista quanto baste, acrescentamos nós). Mas o território único e incomparável da banda foi erigido também através da fusão de personalidades de todos os músicos implicados no processo criativo dos POP DELL’ARTE. E foram muitos os que por lá deixaram marcas: Ondina Pires, Rafael Toral, Sapo, Luis San Payo, JP Simões, João Paulo Feliciano ou Nuno Rebelo, só para citar alguns… A forte e vincada configuração estética da banda nunca se perdeu. 26 anos separam o marcante e industrial “Illogik Plastik” de “Anominous” (tema de 2015 – e o mais recente que se conhece da banda) mas a transgressão artística e a insurreição poética continuam tão presentes hoje como no passado. E é isso que destingue os POP DELL’ARTE e que os torna tão especiais.

RIYL: Einsturzende Neubauten, Sprung Aus Den Wolken, Scott Walker
TAGS: dada, warhol, duchamp, fassbinder, fellini, futuristic, trangressive

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POSITION PARALLÈLE - 24 AGOSTO - 23h00 - PALCO CORPO - ESTREIA EM PORTUGAL

A AVENTURA “SYNTHPOP” SURREALISTA PARALELA AOS INCONTORNÁVEIS DERNIÈRE VOLONTÉ

Os franceses POSITION PARALLÈLE são líderados por Geoffroy Delacroix, o mentor e senhor todo poderoso dos Dernière Volonté – banda que se estreou em Portugal no Entremuralhas 2012. O projecto, que assegura uma empolgante prestação ao vivo sobretudo devido à estilizada e contagiante presença em palco de Delacroix, apresentará no ENTREMURALHAS algumas das pérolas sonoras mais viciantes dos seus três álbuns (Position Parallèle de 2008; Neons Blancs de 2013; Un Garde à Vue de 2017). A música electrónica minimalista dos POSITION PARALLÈLE tem uma vincada componente pop e apresenta-se em formato canção de refrões orelhudos, onde se destaca uma voz apelativa, que se exprime em exclusivo na língua nativa. É neste particular que a banda se distingue entre as demais, ao povoar o seu território musical com uma certa aura neo-romântica onde uma poesia de reminiscências surrealistas emerge, facultando-nos aquele “je ne c’est quoi” que nos prende logo aos primeiros segundos…

RIYL: Dernière Volonté, Kraftwerk, Violence Conjugale, La Main, Étienne Daho, Lescop
TAGS: future retro synthpop, minimal wave, chanson, cold, surrealism

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BESTIAL MOUTHS - 24 AGOSTO - 22h00 - PALCO CORPO - ESTREIA EM PORTUGAL

MÚSICA APOCALÍPTICO-MAQUINAL GUIADA POR UMA VOZ HÍBRIDA ONDE SE SENTE SIOUXSIE SIOUX, LYDIA LUNCH E DIAMANDA GALÁS!

Os californianos BESTIAL MOUTHS são uma das estreias mais aguardadas no nosso país, especialmente pela comunidade de melómanos mais dentro da cena da música de “difícil audição”. Caminho fácil é, portanto, algo que os BESTIAL MOUTHS se recusam a fazer e talvez seja por isso que, apesar da forte personalidade da sua música e dos elaborados vídeos que ostentam, se mantenham ainda num certo limbo de osbcuridade que os impede de ter uma maior e mais vasta visibilidade. Mas também é verdade que a sua música não é, claramente, para todos! Digamos que é “preciso ter estômago” para ouvir e ver alguns vídeos do quarteto oriundo de Los Angeles. As suas estruturas crescem a partir dos ritmos da baterista Jessica Reuter onde vão acentar os sintetizadores crus de Christopher Myrick e Gustavo Aldanas que debitam melodias sinistras, sons distorcidos e, por vezes, estridentes. A orgiástica miríade sonora completa-se com a voz poderosa e por vezes “furiosa” de Lynette Cerezo cujo timbre nos remete para um território onde cabem Siouxsie Sioux, Lydia Lunch e Diamanda Galás. Os BESTIAL MOUTHS vão ser, com toda a certeza, uma das das muitas (boas) recordações que todos os presentes levarão, ao fim dos três dias de evento, no regresso às suas casas…

RIYL: Sleeping Dogs Wake, Siouxsie And The Banshees, Lydia Lunch, Dear Deer, Diamanda Galás
TAGS: goth, minimal synth, experimental, industrial, apocalyptic, harsh, horror, post-punk

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RAMOS DUAL - 24 AGOSTO - 21h00 - PALCO CORPO - ESTREIA EM PORTUGAL

BATERIA, VOZ E MÁQUINAS NUMA EPOPEIA TECHNOPUNK LO-FI QUE NOS ATINGE COMO SOCOS NO ESTÔMAGO!


RAMOS DUAL estreia-se em nome próprio em Portugal para o lançamento do seu álbum “Drumsolo”, um inesperado e extravagante exercício de música electrónica onde a bateria é o instrumento central do epicentro de um “terramoto sonoro” tão avassalador quanto empolgante. Mas não é a primeira vez que o multi-instrumentista e compositor de Córdoba mostra os seus dotes no nosso país. Marcantes foram as passagens dos andaluzes La Inesperada Sol Dual (projecto a que mais facilmente associamos o músico) por Leiria onde Dual e companhia arrebataram por completo (e por duas ocasiões diferentes) a plateia que esgotou o Beat Club para os receber. Em “Drumsolo” RAMOS DUAL explora um mundo de sons que se vão sobrepondo por camadas à fúria e à destreza maquinal com que toca a sua artilhada bateria. Os ambientes de cada tema podem-se iniciar e terminar em polos completamente diferentes! Do “headbanging” pró-mosh à dança compassada de um ritmo sincopado de techno a distância pode ser (muito) pouca! Aqui cresce-se repentinamente para se desaguar, por vezes de forma algo inesperada, numa espécie de electrónica minimal-repetitiva com pequeníssimos mas eficazes laivos de psicadelismo. E é isso que torna este disco tão genuinamente visceral e, simultaneamente, apelativo. Uma voz com distorção industrial à lá Skinny Puppy é a cereja no topo do bolo. O que mais surpreende em RAMOS DUAL é a genuinidade, arrojo e o não-preconceito estético. Predicados com os quais muito se identifica a FADE IN. Eis então a surpresa que reservámos para a abertura do ENTREMURALHAS 2017!

RIYL: Nine Inch Nails, Atari Teenage Riot, La Inesperada Sol Dual, Mr. Oizo, LCD Soundsystem, Ministry, Prodigy, Skynny Puppy
TAGS: drum, industrial, club, rough, freestyle, electronic, technopunk

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ENTREMURALHAS 2017
Castelo de Leiria – Portugal

26 AGOSTO:

FRONT LINE ASSEMBLY – 01h30 – palco corpo
ATARI TEENAGE RIOT – 00h00 – palco corpo
NICOLE SABOUNÉ – 22h30 – palco alma
PAULO BRAGANÇA – 21h00 – palco alma
SELOFAN – 19h00 – igreja da pena
ÀRNICA – 18h00 – igreja da pena

25 AGOSTO:

PERTURBATOR – 01h30 – palco corpo
VOX LOW – 00h00 – palco corpo
IN THE NURSERY – 22h30 – palco alma
BÄRLIN – 21h00 – palco alma
DEAR DEER – 19h00 – igreja da pena
SIMONE SALVATORI – 18h00 – igreja da pena

24 AGOSTO:

POP DELL’ARTE – 00h00 – palco corpo
POSITION PARALLÈLE – 23h00 – palco corpo
BESTIAL MOUTHS – 22h00 – palco corpo
RAMOS DUAL – 21h00 – palco corpo

MURALHARTES:

JOÃO POMBEIRO – 25 e 26 de agosto – palácio (paços novos)
MARIA JOÃO FAUSTINO – 25 e 26 de agosto – palácio (paços novos)
SIMÃO MATOS – 25 e 26 de agosto – palácio (paços novos)
BATJOY – 25 e 26 de agosto – palácio (paços novos)


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