HOCICO | O. CHILDREN | THE LEGENDARY PINK DOTS | DARKWOOD | SHE PAST AWAY | ALLERSEELEN
AESTHETIC PERFECTION | HOLOGRAMS | PARZIVAL | ONIRIC | NÖI KABÁT | ANDREW KING
ICEAGE | UNI FORM | ERMO

ENTREMURALHAS 2014

28, 29 & 30 AGOSTO – CASTELO DE LEIRIA – PORTUGAL

30 Agosto

HOCICO

(méxico | electro-industrial, aggrotech | 01h30 - palco corpo)

Os mexicanos HOCICO regressam, finalmente e 10 anos depois, a Portugal, e logo para encerrar a quinta edição do festival ENTREMURALHAS. Formados em 1993 (há 21 anos, portanto!) pelos primos Erk Aircrag (Erik Garcia de seu verdadeiro nome – letras e voz) e por Racso Agroyam (com registo de Oscar Mayorga no passaporte – programações e sintetizadores) os HOCICO são hoje uma das bandas mais importantes da cena electrónica industrial de todo o planeta. A sua música agressiva e repleta de imagens tipológicas negras, onde podemos também encontrar claras influências da EBM (Electronic Body Music), está registada em dezena e meia de álbuns que deram origem a alguns dos temas mais rodados das pistas de dança mais alternativas do universo. Quando, entre as muralhas da fortaleza gótica-medieval, soarem temas como “Fed Up”, “A Fatal Desire”, “Bite Me”, “Dog Eat Dog” ou “I Want To Go To Hell”, haverá muita gente a usar um dos chavões mais citados em Agosto: “É desta que o castelo vem abaixo!”. Não virá, certamente, mas que vai tremer, vai!

HOCICO – dead trust
HOCICO – bite me
HOCICO – drowning

O. CHILDREN

(inglaterra | post-punk, indie-rock | 00h00 - palco corpo)
- estreia em portugal -

Os britânicos O. CHILDREN fazem, finalmente, a sua estreia em Portugal. O grupo, que adoptou o nome de uma canção de Nick Cave, está sedeado em Londres e é formado por Tobi O’Kandi (voz), Andi Sleath (bateria), Gauthier Ajarrista (guitarra) e Harry James (baixo). Tobi O’Kandi é, aliás, a imagem de marca da banda, pois a sua voz grave transforma-o numa espécie de crooner barítono das trevas, capaz de provocar o mais agudo dos arrepios espinais com a mesma facilidade com que nos embala no mais aveludado e confortável dos sonhos. De resto, temas como “Dead Disco Dancer”, “Ruins”, “Radio Waves”, “Heels” (do álbum homónimo de estreia), “Holy Wood”, “I Know (You Love Me)”, “Chimera” ou “Red Like Fire” (do mais recente “Apneia”) provam que o post-punk contemporâneo não tem que ser só monocromático e bolorento. Neste particular, os O. CHILDREN estão, sem dívida, num campeonato de elite.

O. CHILDREN – dead disco dancer
O. CHILDREN – ruins
O.CHILDREN – chimera

THE LEGENDARY PINK DOTS

(inglaterra / holanda | folk-psicadélico, electro-trip poética | 22h30 - palco alma)

Sintetizar em tão poucas linhas a história e a importância dos THE LEGENDARY PINK DOTS em toda a música contemporânea é quase um sacrilégio. Formados em Inglaterra em 1980 e mudando para a Holanda pouco depois, esta influente e particular banda construiu em gigantesco e personalizado espólio musical, e é para a FADE IN uma verdadeira honra e privilégio juntá-la ao nosso já de si vasto e criterioso currículo. O quarteto tem duas figuras de proa que ainda são da formação original: Phil “The Silverman” Knight e o vocalista, letrista e compositor Edward Ka-Spel – nome absolutamente mítico no meio musical mais vanguardista. A música dos THE LEGENDARY PINK DOTS é altamente personalizada embora tenha, ao longo das décadas, experimentado diferentes incursões estéticas: folk-psicadélico, rock-industrial, post-punk e até jazz progressivo. Entre as suas mais de 170 edições discográficas podemos encontrar quase 50 álbuns, alguns dos quais verdadeiras obras-primas onde a poesia e voz inconfundíveis de Edward Ka-Spel (que também manteve a banda The Tear Garden com cEvin Key dos Skinny Puppy) se destacam pela singularidade e misticismo. Jim O’Rourke, Dresden Dolls ou MGMT são alguns dos nomes mais conhecidos que os citam como influência. Num cartaz repleto de qualidade, os THE LEGENDARY PINK DOTS acabam por ser, decididamente, as “estrelas” maiores do Entremuralhas 2014. Uma experiência para os sentidos e… para a Alma!

THE LEGENDARY PINK DOTS – third secret
THE LEGENDARY PINK DOTSI love you in your tragic beauty
THE LEGENDARY PINK DOTS – a star is born

DARKWOOD

(alemanha | neo-folk | 21h00 - palco alma)
- estreia em portugal -

Banda veterana da neo-folk europeia liderada desde sempre pelo talentoso músico e compositor Henryk Vogel (que no Palco Alma do Entremuralhas será acompanhado por três elementos), os DARKWOOD trilham, desde 1999, uma caminho poético, inspirado maioritariamente numa determinada arquitectura que perpetua, quer através de obras de arte quer através de uma certa memória colectiva, alguns do feitos históricos mais relevantes e marcantes da História do velho continente. Musicalmente, a neo-folk dos DARKWOOD distingue-se pela qualidade dos seus arranjos: guitarras dedilhadas de forma tranquila, melodias simples mas tocantes, vocalizações serenas e com sabor romântico envoltas em atmosferas onde se distinguem violino e violoncelo, e ainda uma subtil mas, por vezes, poderosa sessão rítmica. Os seus três mais recentes discos (“Notwendfeuer” de 2006, “In Dunkle Land” de 2009, e “Schicksalsfahrt” de 2013) colocam os DARKWOOD na linha da frente das bandas claramente mais aptas a compor canções que roçam a perfeição. Uma estreia que se ansiava há muito no nosso país!

DARKWOOD – wintermaerchen
DARKWOODcaucasian tales
DARKWOOD – nightwind

SHE PAST AWAY

(turquia | new wave, darkwave | 19h00 - igreja da pena)
- estreia em portugal -

Os turcos SHE PAST AWAY eram, sem margem para qualquer dúvida, um dos nomes mais requisitados entre a comunidade melómana que habitualmente frequenta o Entremuralhas. Formados em 2006, em Istanbul, por Volkan Caner e Idris Aknulut, os SHE PAST AWAY só precisaram do EP “Kasvetli Kutlama” e do álbum “Belirdi Gece” para se afirmarem como uma das mais importantes bandas da actual cena dark-wave/post-punk europeia. A sua música evoca, claramente, o espírito dos anos 80, onde nem sequer falta uma caixa de ritmos retro… O baixo marcado e uma voz grave conferem ao grupo uma sonoridade densa, mas é no facto de cantarem em turco que reside a magia e o mistério da sua ainda curta mas incisiva obra. Nota-se que o duo (que em palco se apresenta como trio) cresceu ao som de nomes como Joy Division, The Cure, Clan Of Xymox, Grauzone, Sisters Of Mercy ou DAF, bandas que os próprios SHE PAST AWAY assumem como maiores influências. A mística da Igreja da Pena vai ser redobrada quando entre as suas paredes soarem temas como “Ruh”, “Sanri”, “Bozbulanik” ou “Kemir Beni”. Imperdível!

SHE PAST AWAY – kasvetli kutlama
SHE PAST AWAYsanri
SHE PAST AWAY - asimilasyon

ALLERSEELEN

(áustria | krautfolk, pop-militarista | 18h00 - igreja da pena)

Formados em 1987 na sombra das montanhas austríacas, os ALLERSEELEN tornaram-se num dos nomes de maior culto da cena martial-industrial-folk da velha Europa. A sua reputação foi erigida à conta da sua sonoridade personalizada e das quase duas dezenas de álbuns editados até à data. Liderados por Gerhard Hallstatt (ao qual se juntam em palco a percussionista Christien H e a baixista Noreia), os ALLERSEELEN farão das ruinas da Igreja da Pena, no Castelo de Leiria, o local ideal para a sua prestação ao vivo. A sua música é uma mistura única de elementos folclóricos, electrónicos e industriais, originando estruturas repetitivas-minimalistas onde a voz discursiva de Hallstatt assenta na perfeição. Pop militarista? Folclore industrial? Krautfolk apocalíptico? Sim, tudo isso e muito mais. Hipnótico, apelativo e, por vezes, até dançável!

ALLERSEELEN – sturmlied (josef)
ALLERSEELENauf alten seltnen wegen
ALLERSEELEN - wo ist das leben

29 Agosto

AESTHETIC PERFECTION

(estados unidos | electro-industrial, syntrock | 01h30 - palco corpo)
- estreia em portugal -

De Los Angeles, chegam-nos os AESTHETIC PERFECTION, obra do às vezes polémico, sex-symbol e andrógino, Daniel Graves, um verdadeiro cidadão do mundo que esteja onde estiver está sempre pronto a demonstrar a sua criatividade. Os EASTHETIC PERFECTION apresentar-se-ão ao vivo, pela primeira vez em Portugal, trazendo na bagagem “Til Death”, um álbum que faz a cisão entre o passado puramente electro-industrial da banda e que abre uma nova frente estética ao terceto (Tim Van Horn, na bateria e Elliot Berlin nas teclas completam o line up) que se apresentará para fechar o Palco Corpo no segundo dia do Entremuralhas 2014. Os AESTHETIC PERFECTION, cuja videografia é impressionante (veja-se “The Dark Half”, “Big Bad Wolf”, “Antibody”, “Inhuman”, “Great Depression” ou “A Nice Place To Visit”) têm uma sonoridade contagiante, com elementos que nos remetem em doses equitativas tanto para bandas como Combichrist ou Marilyn Manson como para outras como Nine Inch Nail ou IAMX. Às vezes potentíssimos, outras vezes mais “synthpop”, mas sempre geniais e apelativos. Uma aposta cirúrgica da Fade In que ninguém deixará indiferente e que obrigará a banda a misturar a sua “nova” sonoridade com os seus clássicos mais “harsh” do passado. A não perder!

AESTHETIC PERFECTION – antibody
AESTHETIC PERFECTION – the dark half
AESTHETIC PERFECTION – a nice place to visit

HOLOGRAMS

(suécia | punk, post-punk | 00h00 - palco corpo)
- estreia em portugal

Formados em Estocolmo, na suécia, por Andreas Lagerström, Anton Strandberg, Anton Spetze, e Filip Spetze, os HOLOGRAMS são a banda mais punk que o movimento post-punk viu nascer nos últimos anos. O grupo estreia-se em Portugal para um concerto exclusivo que “incendiará” o Palco Corpo do Castelo de Leiria, quando nele debitarem, por exemplo, um dos hits mais rodados no Beat Club – a pista de dança mais alternativa da cidade: “ABC City”. Este é daqueles temas que a multidão canta em uníssono, ao mesmo tempo que pula e salta freneticamente ao som apelativo do seu ritmo. Mas desengane-se quem possa pensa que o grupo se resume a um “one-hit-wonder”. Os HOLOGRAMS apresentam um conjunto de temas eficazes e, apesar da toada energética de riffs em riste, percebemos claramente que estamos perante um colectivo que constrói a sua sonoridade inspirada numa trilogia de respeito: The Fall, Joy Division (ou melhor, Warsaw) e The Cure. As letras, algo nihilistas, críticas e até obsessivas, conferem-lhes a toada ideal onde nem sequer falta um acentuado “british accent” para nos confundir sobre a sua verdadeira origem geográfica. Os seus dois discos, repletos de temas tão depressivamente excitantes como “Chasing My Mind”, “A Sacred State”, “Meditations”, “Ättestupa” ou “Fever”, trazem o selo actual da Captured Tracks, mas poderiam muito bem terem sido clássicos dos anos 80 editados pela criteriosa e visionária Factory Records… A este concerto ninguém vai falhar!

HOLOGRAMS – abc city
HOLOGRAMS – meditations
HOLOGRAMS – lay us down

PARZIVAL

(rússia / dinamarca | panzer-pop, neoclássico | 22h30 - palco alma)

Colectivo russo sedeado há anos na Dinamarca, os PARZIVAL (inicialmente conhecidos como Stiff Miners) são uma banda fortemente influenciada pelos eslovenos Laibach. Os seus 7 álbuns editados até à data são autênticos compêndios de música bombástica e grandiosa, quase wagneriana, repleta de percussões reais e electrónicas, arranjos neo-clássicos com magistrais coros, sopros, sequenciadores e máquinas, e uma voz principal grave e fortemente teatralizada. O grupo, que se expressa quase exclusivamente em Alemão, preconiza um universo onde a disciplina e a determinação elevam a arte a um estádio de arquétipo moral capaz de ser arma de arremesso contra a natureza do caos e da degradação. Não é por isso de estranhar que o grupo se acerque de uma certa imagem militarista e bélica num misto de paródia e ironia, criando marchas e hinos, muitos deles dançáveis, com encriptadas mensagens inspiradas no cristianismo ortodoxo, no catolicismo romano, no sufismo tradicionalista, e no socialismo, como oposição ao capitalismo. Os PARZIVAL são agitadores de consciências, e isso faz deles uma banda que não deixa ninguém indiferente. Imperdível!

PARZIVAL – das gold der partei
PARZIVAL – kali-yuga
PARZIVAL – cursus polaris

ONIRIC

(itália | cabaret/burlesque, chanson | 21h00 - palco alma)
- estreia em portugal -

Os italianos ONIRIC formaram-se em 2005 por Carlo De Fillippo (teclas) e Gianpiero Timbro (voz, guitarra), dupla à qual, normalmente, se juntam ao vivo Simona Giusti (voz, guitarra acústica, tamborim, acordeão), Corrado Ciervo (violino, percussão) e Alessio Di Rubbo (baixo). Com dois brilhantes álbuns editados até à data (“Cabaret Syndrome” e “Mannequins” – ambos com selo da espanhola Caustic Records) os ONIRIC compõem belas e empolgantes canções que fazem plenamente jus ao nome da banda. O sentido onírico do grupo espelha-se bem na criatividade de temas como “Blessing”, “Ophelia’s Portrait”, “Nirvana (You Make Me Sick)”, “Requiem For A Soldier” ou “Un Gris Bord”, peças apelativas que nos induzem, muitas vezes, o universo dos seus conterrâneos Spiritual Front, ainda que, com uma toada cabaret/chanson mais vincada e cinematográfica. Os ONIRIC são uma banda de canções sofisticadas que nos seduzem logo aos acordes iniciais. Amor à primeira audição!

ONIRIC – found love in a pain(t) [you mak me feel]
ONIRIC – blessing
ONIRIC – ophelia’s portrait

NÖI KABÁT

(inglaterra | new wave, electro-minimal | 19h00 - igreja da pena)
- estreia em portugal -

Formados por Dee Rüsche (voz e metais), Owen Pratt (sintetizadores) e Jonas Ranssøn (bateria), os londrinos NÖI KABÁT (nome húngaro para “casaco feminino”) são uma das apostas-surpresa que a Fade In reservou para a quinta edição do Entremuralhas. A sua música de toada electrónica, toda ela produzida analogicamente, sem recurso a computadores, evoca reminiscências dos pioneiros da música industrial, da new wave e da EBM (Electronic Body Music). Mas é na voz de Dee Rüsche (uma espécie de David Bowie cruzado de Simon “Duran Duran” Le Bon) que os NÖI KABÁT fazem a diferença entre os demais, pois a suas estruturas musicais acabam por ganhar, estranhamente, um contorno de canção. Quando ouvimos temas como “Make Room! Make Room!”, “I Corrode” ou “Industry” somos embalados por um apelo romântico ao mesmo tempo que somos sugados por uma enorme força que nos obriga a movimentar. A igreja da Pena, será, mais uma vez, um “dancefloor” de eleição!

NÖI KABÁT – make room! make room!
NÖI KABÁT – industry
NÖI KABÁT – I corrode

ANDREW KING

(inglaterra | neofolk, martial | 18h00 - igreja da pena)

Activista, trovador, artista plástico e estudioso do legado cancioneiro tradicional britânico, ANDREW KING é uma figura que apaixona, quer pela sua particular forma de se expressar, quer pelo cuidado com que apruma todo o seu trabalho musical. Para se ter uma ideia, basta que atentemos ao seu mais recente álbum, “Deus Ignotus”, um disco que levou 9 anos a compor e que tem em “Judas” ou “The Three Ravens” verdadeiras obras-primas. A voz extraordinariamente peculiar de ANDREW KING (onde nem sequer faltam incríveis deambulações narrativas acapela) e a sua pronúncia britânica acentuada, são outras das suas imagens de marca. King, que fez parte de Duo Noir (com Tony Wakeford) e tem discos e colaborações com Changes, Sol Invictus, Brown Sierra, Rose Rovine E Amanti ou Blood Axis, apresentar-se-á no palco da Igreja da Pena acompanhado por Hunter Barr (Naevus) e John Murphy (KnifeLadder, SPK). Imperdível!

ANDREW KING – judas
ANDREW KING – the three ravens
ANDREW KING – gethsamane

28 Agosto

ICEAGE

(dinamarca | post-punk, punk | 00h00 - palco corpo)

Os dinamarqueses ICEAGE têm dois álbuns [“New Brigade” (de 2011) e “You’re Nothing” (de 2013)] que constaram nas listas de melhores discos dos respectivos anos de edição, fazendo deles os “meninos queridos” do reputado e influente site de referência mundial, Pitchfork. A sua música punk, esquizofrenicamente negra, contém elementos que vão do puro hardcore “in your face” à nebulosidade e monocronismo do gótico, notando-se também uma vincada costela pós-punk de ritmo e baixo vibrantes. O resultado é explosivo, embora o efeito das suas curtas mas incisivas canções rock possam não ser percepcionados apenas com uma mera audição. A forma peculiarmente “desafinada” de cantar do vocalista e guitarrista Elias Bender Rønnenfelt que, entre outros, também pertence aos muito recomendáveis Vår, remete os ICEAGE para o universo de uns The Birthday Party ao dobro da velocidade e com pedigree “do-it-yourself”. Além disso, o seu maneirismo em palco contém algo de Ian Curtis, Nick Cave ou Henry Rollins! A banda inclui ainda o guitarrista Johan Surrballe Wieth (cuja tatuagem dos Death In June ajudou a criar uma certa, e obviamente inusitada, polémica em torno do grupo), o baixista Jakob Tvilling Pless e o baterista Dan Kjær Nielsen. Mas é ao vivo que os ICEAGE mostram o seu verdadeiro fulgor (foram indiscutivelmente um dos nomes que levou o público ao rubro na edição do Paredes de Coura 2013) sendo por isso, e muito naturalmente, também um dos grandes atractivos do Entremuralhas 2014.

ICEAGE – ecstasy
ICEAGE – morals
ICEAGE – burning hand

UNI FORM

(portugal | post-punk, indie-rock | 23h00 - palco corpo)

Os UNI FORM são uma das bandas independentes portuguesas mais internacionais da actualidade. No seu currículo ostentam uma invejável lista de concertos, com passagem por alguns dos palcos mais apetecíveis da Europa [Razzmatazz (Barcelona) ou Gotik Wave Treffen (Leipzig)], e ainda primeiras partes de nomes tão sonantes como She Wants Revenge (Lisboa e Porto), O. Children (Bruxelas), Peter Murphy (Coliseu do Recreios, Lisboa), Mesh (Arena, Madrid) ou Peter Hook And The Light (no CCB, em Lisboa). Os UNI FORM, que apresentam um número impressionante de cuidados videoclips, têm nos seus dois álbuns (“Mirrors” de 2010 e “1984” de 2012) um conjunto de temas monocromáticos de grande eficiência post-punk onde, com naturalidade, podemos encontrar resquícios de algumas das bandas que, assumidamente, mais influenciam o colectivo lisboeta: Joy Division, The Cure, Bauhaus, Pixies ou Depeche Mode. Ao que tudo indica, a actuação no festival Entremuralhas terá como base novo disco e show. Será um privilégio para todos os que os presenciarem, pois é ao vivo que o potencial de David Francisco, Nuno Francisco, Billy e Miguel Moreira é revelado a toda a escala.

UNI FORM – walking on a fire line
UNI FORM - 1984
UNI FORM – fire

ERMO

(portugal | darkwave, electrónica-ritual | 22h00 - palco corpo)

Há muito que tínhamos dado conta disso: os bracarenses ERMO são uma das pérolas mais fascinantes da música que se faz em Portugal. Não estranhámos, por isso, quando observámos, com natural satisfação, que o seu primeiro álbum, “Vem Por Aqui” (2013 – Optimus Discos), constava no topo das listas de eleição de algumas das mais reputadas publicações nacionais. A nossa admiração pelos ERMO já vinha aquando da edição do seu EP de estreia em 2012. António Costa (voz) e Bernardo Barbosa (electrónica) são os timoneiros desta aventura sonora fascinante, obreiros de algumas das peças mais brilhantemente negras (passe a deliberada antítese) do cancioneiro contemporâneo português. O sentimento universal que se afere na sua música é tão transversal que nem o facto de se expressarem na língua mãe os impediu de experimentar uma bem-sucedida digressão por Espanha, França e Inglaterra. Ao vivo, os ERMO são de uma intensidade fora do comum, mercê, sobretudo, da presença ritualística de António Costa, cuja voz, muito particular, mais parece ser o espelho da alma de uma nação inteira. A nossa.

ERMO – correspondência
ERMO - ronda das mafarricas
ERMO – pangloss

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