00_wtba_

Os WHEN THE ANGELS BREATHE são uma das novas investidas artísticas de David Francisco, que nos habituámos a ver no baixo dos Uni_Form, na objectiva criativa da Moopie, e que descobriremos, em breve, por detrás do novo projecto ((ASA)). “The Wolf” é o álbum de estreia e será o centro das atenções no palco do Beat Club quando se materializar ao vivo, num espectáculo em que David Francisco (que aqui dá vida a uma guitarra exploratória) será acompanhado por 7 músicos (mais dois guitarristas, um baixista, um baterista – João Pedro dos Murdering Tripping Blues – e os três violoncelistas que dão corpo aos Opus Diabolicum). Fruto da sua recente experiência de paternidade, e da sensação de paz e proteção que a contemplação do sono do seu ‘anjo’ lhe inspirava, nasceu uma sonoridade calorosa de rendilhados melódicos e de vagas rítmicas típicas do pós-rock. O eco visual do caráter afetuoso da guitarra e da expansividade ambiental dos arranjos surge na imagem do lobo. Música contemplativa mas dinâmica, bela e inspiradora, capaz de nos prender a atenção até ao raiar do seu último suspiro. Imperdível.

savage

triangle 7.20

abyss

Formados pelos violoncelistas Valter Freitas, Diogo Penha e André Pontífice, os OPUS DIABOLICUM são uma espécie de apêndice neo-clássico da maior banda de metal portuguesa, os Moonspell, e, simultaneamente, a sua banda tributo. Mas de banda de homenagem a colaboradores habituais foi um curto passo. Hoje a estreita relação divide-se entre o estúdio (por esta altura os OPUS DIABOLICUM estão a gravar os violoncelos do novo álbum da banda de Fernando Ribeiro) e o palco, com especial destaque para o espectáculo “Sombra”, que teve digressão nacional e uma incursão internacional ao norte da Alemanha para uma actuação no festival Wacken Open Air de 2012. A paixão destes músicos de conservatório por outros “clássicos” materializou-se, pois, no álbum homónimo de estreia, onde podemos ouvir aveludadas e elegantes versões de temas como “Everything Invaded”, “Opium”, “Alma Mater”, “Tenebrarum Oratorium”, “Nocturna”, “Scorpion Flower”, “Vampiria” ou “Full Moon Madness”. A banda volta, assim, ao Beat Club, agora pelas mãos da FADE IN, depois de em Junho último ter assinado naquele mesmo palco um concerto de grande qualidade.

everything invaded

O Bodyspace escreve que “é português e está fresco” e o VerPortugal arrisca num “o duo lisboeta que vai dar que falar”. Na verdade não se consegue ficar indiferente ao primeiro impacto que a audição dos WILDNORTHE causa em nós. Formados em Setembro de 2012, foi “só” este ano que a banda se deu a conhecer, através, precisamente, de um single/vídeo homónimos. Sara Inglês e Pedro Ferreira erguem a bandeira da “dark devotional music” numa tentativa (que pode vir a ser bem sucedida) de delimitar as fronteiras da sua estética musical. Remeter-nos para “um lugar frio e selvagem, onde a beleza se encontra nos sítios mais obscuros” pode ser uma boa proposta e uma alternativa viável aos dias de hoje, em que tudo se consome à velocidade da luz, e se dedica, estupidamente, cada vez menos tempo às contemplações. A passagem dos WILDNORTHE pelo FADEINFESTIVAL teria que ser, mais cedo ou mais tarde, obrigatória, pois as influências que o duo assume (Sonic Youth, Swans, Diamanda Galás, Meredith Monk, Bauhaus, Suicide, Pascal Comelade, The Durutti Column, Siouxsie and the Banshees, Kas Product, Depeche Mode ou Wardruna) têm o mesmo código genético e ADN que deu origem a este evento leiriense. Obrigatório!

wildnorthe

TRIPLO EPISÓDIO FINAL DO FADEINFESTIVAL 2014

WHEN THE ANGELS BREATHE (pt) + OPUS DIABOLICUM (pt) + WILDNORTHE (pt)

20 DEZEMBRO (sábado) – BEAT CLUB – LEIRIA – 23h00

Acesso: €7,00 ou €12,00 com CD “Wolf” dos When The Angels Breathe

Informações: fadein@fadeinfestival.com

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 92 other followers