LAIBACH (Eslovénia)
27 Novembro – 21h30 – Teatro Miguel Franco – Leiria.
€30,00 – M/16 – Espectáculo limitado a 210 espectadores
Bilhetes: www.teatrojlsilva.pt

A ARTE E O CONFRONTO COMO UM TODO INDIVISÍVEL. NÃO HÁ OUTRA BANDA ASSIM.

Pela terceira vez na sua história a FADE IN – Associação de Acção Cultural tem o privilégio e a honra de produzir em Portugal um concerto exclusivo com os históricos, icónicos, provocadores e inimitáveis LAIBACH. A primeira vez no antigo Hard Club, em Gaia, num dos episódios do FADEINFESTIVAL 2005. A segunda no festival ENTREMURALHAS 2015 no Castelo de Leiria. Agora será de novo em Leiria, desta vez num episódio-relâmpago do FADEINFESTIVAL 2017 incrivelmente intimista, rigorosamente limitado a 210 espectadores, na apresentação ao vivo do álbum “Also Sprach Zarathustra”, um disco inspirado no livro “Assim Falou Zarathustra” do filósofo Friedrich Nietzsche composto para uma produção teatral de Matjaž Berger. O espectáculo, que proporcionará a oportunidade única de presenciar um concerto de LAIBACH numa plateia tão incrivelmente selectiva, acontece no Teatro Miguel Franco, espaço onde a Fade In já levou nomes de culto como In The Nursery, Wovenhand, Spiritual Front, Die Form, Von Magnet, God Is An Astronaut, A Silver Mt Zion, Xiu Xiu, Owen Pallett, Baby Dee, Jarboe, Michel Gira, Little Annie, Dead Combo ou Mão Morta.

BREVÍSSIMA BIOGRAFIA DE LAIBACH

Sintetizar em tão poucas linhas a obra e a importância desta banda é quase um crime de lesa-estado. E “Estado” é uma palavra intrínseca aos próprios LAIBACH. Para além de terem tido um papel de enorme relevância na independência da Eslovénia (o grupo, sedeado na cidade de Trbovlje, é mesmo um simbolo nacional) os LAIBACH são ainda membros fundadores da NSK – Neue Slowenische Kunst (Nova Arte Eslovena), um controverso colectivo político e artístico que, entre outros, criou um Estado virtual, sem território físico, mas com cidadãos titulares de passaportes e com consulados em várias cidades da Europa. A estética musical dos LAIBACH tem vindo a sofrer alterações de década para década. Os seus 37 anos de carreira começaram na música industrial no seu estado mais puro e virginal. Os anos 80 foram, pois, marcados pelos ritmos e percurssões maquinais e fabris, vocalizações graves e coros wagnerianos, onde nem sequer faltaram versões dos Rolling Stones, Queen e Opus (com os LAIBACH a interpretarem “Life Is Life” de uma forma subversiva, transformando aquele êxito numa marcha militarista triunfal) e o álbum “Let It Be”, dos Beatles, a ser versionado na sua totalidade. Nos anos 90 a banda experimentou as electrónicas e, posteriormente, a fusão destas com as guitarras de riffs pesados num álbum intitulado “Jesus Christ Superstar”, que acabou por influenciar toda uma nova corrente de bandas e de miscigenações de estilos. “WAT” de 2003, “Volk” de 2006 e “Spectre” de 2014 são já álbuns de pura sofisticação, com sonoplastias técnicas do mais fino recorte, temas fenomenalmente escritos e produzidos, de crítica política/social afiada e inteligente, mordaz e incisiva, que nos continuaram a mostrar uma banda com um vastíssimo manancial e arrojo estético. Mas é sobretudo nas actuações ao vivo que os LAIBACH materializam todo o seu esplendor, como ficou provado no incrível concerto que o colectivo fez no ENTREMURALHAS 2015, cinco dias depois de ter entrado no história e de se tornar notícia à escala global por ter sido a primeira banda “rock” estrangeira a actuar na Coreia do Norte. A efeméride resultou em “Liberation Day”, um extraordinário documentário exibido pela Eco – Associação Cultural no Teatro Miguel Franco, o anfiteatro intimista que agora recebe os LAIBACH em carne e osso no coração da cidade de Leiria. Quando os eslovenos actuaram na Tate Modern em Londres – a galeria de arte moderna mais visitada do mundo – o jornal The Guardian escreveu o seguinte: “Laibach at their best blur art and confrontation”. A arte e o confronto como um todo indivisível sempre foi sinónimo de… LAIBACH. Não há outra banda assim!

PS: devido à lotação extraordinariamente reduzida do espaço que acolhe este espectáculo, não haverá guest-list nem emissão de credenciais de imprensa.

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